Milton Monti precisa explicar o motivo: caiu na chantagem ou acredita na tese?

Redação Diário | Diário Botucatu

O Delegado Waldir (Goiás), um dos deputados federais do Partido da República (PR) que foi retirado da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), no mesmo troca-troca que colocou pra dentro o deputado Milton Monti (PR-SP), disse, ao vivo e em cores, olhando de frente para as câmeras de televisão, repleto de convicção, o que achou que devia, ao descobrir que havia sido retirado da Comissão depois de dois anos e meio fazendo parte daquele colegiado.

E bateu forte no governo Temer, que teria liberado R$ 8 milhões em emendas parlamentares de sua autoria para mudar seu voto de favorável, para contrário à abertura de processo contra o presidente da República no STF. Se quem saiu, saiu bravo, quem entrou deve ter entrado contente, como é o caso de Milton Monti. Nas últimas semanas, o deputado sãomanuelense tem despachado com dezenas de prefeitos do interior de São Paulo, anunciando a liberação de recursos para obras nos municípios. Em Brasília, quem protege Temer, garante um dinheirinho a mais para obras que vão ser inauguradas pertinho da eleição do ano que vem.

#ABREASPAS

“Dois anos e meio nessa comissão como titular e aí eu tomo consciência pela imprensa que eu não presto. Eu não vendo meu voto, não troco por cargos, por emendas. Lixo, lixo de governo (…). A proposta veio durante a semana. Mandaram R$ 3 milhões e depois mais R$ 5 milhões (em emendas) (…). Na quarta-feira da semana passada (5) me ligaram no celular e falaram: ‘deputado, foram liberados R$ 3 milhões e qualquer coisa sua (…). Na quinta-feira, mais R$ 5 milhões de liberação. Presente?! (…) Essa conduta é obstrução de Justiça. Um voto aqui é extremamente importante”.

Delegado Waldir (PR-GO), um dos parlamentares substituídos na Operação Abafa que acontece no Congresso Nacional.

#FECHAASPAS

 

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