MILTON MONTI E JOÃO CURY PROJETAM 2018, MEDINDO AGORA OS MOVIMENTOS DO RIVAL

Por Pedro Manhães
Editor Db Política & Sociedade

Lideranças de terceiro ou quarto escalão em seus par­tidos políticos no nível na­cional, mais ou menos com o mesmo poder de fogo no cenário estadual – e se pre­parando para um provável enfrentamento regional nas eleições de 2018 – João Cury Neto (PSDB) e Milton Casquel Monti (PR) hoje devem olhar, “um para o outro”, torcendo para que, “o outro”, tenha o azar de ser arrastado pela enxurrada de investigações que tomou conta do país e saia do seu caminho.

Miltinho enfrentará pela primeira vez na política re­gional um estruturado ad­versário, com ligações fortes com o staff tucano que hoje está no primeiro escalão da política paulista e brasileira. Onde João Cury é muito que­rido, dizem as boas línguas. E Milton Monti possui alguns desafetos, dizem as más.

Coisas lá de trás, na épo­ca em que o que se chama hoje pelo nome de PSDB e de PMDB fazia parte da mesma panela de pressão na região de Botucatu, no estado de São Paulo e no Brasil. Um tempo em que o governador de SP ainda era Franco Mon­toro (1.982). E seu vice era Orestes Quércia (falecido em 2010), que depois também se elegeu governador (1.986).

Os fiéis escudeiros:
Marcos Monti (ex-prefeito de São Manuel e presidente da Associação Paulista dos Municípios – APM-SP) e Fernando Cury, deputado estadual pelo PPS-SP, base de apoio do governador Geraldo Alckmin na Assembléia Legislativa

A PRIMEIRA VEZ…

 Agora, os Cury e os Monti se preparam para o tira-teima de um jogo que começou mais de 40 anos atrás. Se o cenário desenhado para 2018 realmente acontecer, é provável que tenhamos: de um lado Milton Monti (Deputado Federal) e Marcos Mon­ti (Deputado Estadual). E do outro, João Cury (Federal) e Fernando Cury (Estadual).

Os dois clãs que dominaram a política regional nas últimas décadas vão se enfren­tar pela primeira vez com seus nomes de batismo. Pode ser um novo começo, ou o começo do fim de uma geração de políticos. Isso é o tempo que vai dizer

Redação Diário | Diário Botucatu
Orestes Quércia, José Sarney, Michel Temer e Renan Calheiros: a cara do PMDB nos últimos 30 anos

 

SURGE MICHEL TEMER

“ABRE ASPAS” – Em 1.986, pela primeira vez disputa uma eleição pelo PMDB, um jovem de 46 anos, que havia sido no­meado Procurador Geral do Estado por Franco Montoro em 1.983, e deixado o cargo em 1.984, para assumir a Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo.

Era Michel Temer, que usou a Secretaria de Segurança durante o Governo Quér­cia, como trampolim para sua primeira candidatura a deputado federal. E viajava pelo estado inteiro entregando viaturas para a Polícia Militar e para a Polícia Civil, usando dinheiro público para fazer cam­panha. Até por Botucatu e São Manuel ele passou naquela época.

E que ninguém imagine que alguma empresa fabricante de viaturas de polícia possa ter financiado a campanha dele naquela época. Bobagem. Se até com a dinheirama da JBS esfregada na cara ele conseguiu ser absolvido pelo TSE, quem é que vai querer discutir os trocados que financiaram a campanha dele pra deputa­do em 1.986. “FECHA ASPAS”