Milton Bosco: o braço de Collor em Botucatu

Redação Diário | Diário Botucatu
Milton Bosco: era na loja de material de construção do ex-vice-prefeito de Botucatu que aconteciam as mobilizações políticas da campanha de Fernando Collor em 1.989

Euclydes de Mello, o primo de Fernando Collor era o poderoso chefão do PRN paulista, o partido que Collor inventou para chamar de seu – EM 1.989 – e atraiu muitos políticos pelo interior paulista, com suas conversas de parceria e dinheiro fácil nas eleições.

Até um primo do presidente, Euclydes “de” Mello, se elegeu deputado federal pelo estado de São Paulo em 1.990. E teve muito voto aqui em Botucatu, onde foi apoiado pelo grupo do engenheiro Milton Bosco, ex-vice-prefeito da cidade.

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Euclides Mello – Suplente de Senador

Depois daquela eleição, Euclydes nunca mais apareceu na cidade e foi caindo no esquecimento coletivo. Parece que se elegeu por São Paulo mas morava de verdade em Alagoas. Só voltou a surgir no cenário político em 2006, ao se eleger suplente de senador por Alagoas, na chapa encabeçada pelo primo Fernando Collor de Mello.

Em Botucatu, após a queda de Collor, o engenheiro Milton Bosco mudou de partido e seguiu em frente. Foi candidato a prefeito da cidade três anos vezes: em 1.992 (pelo PMDB), 2000 (PV), 2004 (PV) e 2008 (PV). Em 1996, se elegeu vice-prefeito na chapa encabeçada por Pedro Losi (PSDB), que também havia apoiado Collor em 1.989, quando ainda era vereador.

Naquela época Bosco era considerado um político que arrastava pelo menos 10.000 votos para o lado que pendesse a cada eleição. Seu passe sempre foi disputado entre os grupos mais fortes da política local.

Os votos de carteirinha de Milton Bosco vinham principalmente da região do Lavapés e da Cohab 1 (o enorme Conjunto Habitacional Humberto Popolo), onde sempre que abriam as urnas o engenheiro mostrava o tamanho do seu prestígio.

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ELEIÇÕES 1.996 – O então prefeito Antonio Jamil Cury escolhe Pedro Losi e Milton Bosco para representar o PSDB: os dois ex-apoiadores de Fernando Collor vencem a eleição. Um mês depois, Jamil rompe com Losi e vai para São Paulo, para ser presidente da DERSA, nomeado pelo então governador Mário Covas. No ano 2.000, Milton Bosco também rompe com Pedro Losi e se lança candidato a prefeito com o apoio de Jamil. Losi se candidata à reeleição com o apoio do deputado Milton Flávio. E os dois perdem para Mário Ielo e Pinho.
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ELEIÇÕES 2004: Na primeira eleição “todo mundo contra o PT”, o grupo politico que mandava na cidade antes de Mário Ielo (PT) se eleger prefeito tomou a maior lavada da história. O petista foi reeleito com 76,4%% dos votos válidos, 45.204 votos, um recorde ainda a ser batido em eleições para prefeito. Milton Bosco (PV), que juntou tucanos e peemedebistas no seu entorno, ficou em segundo lugar, com apenas 20,6% (12.216 votos)

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