Joguem a toalha: game over

Agora não importa mais se você votou no PT ou no PSDB no segundo turno de 2014. A não ser que você tenha algum interesse oculto para querer justificar essa posição questionável.

Agora é grave. É muito grave. Temos um Estado com grande parte de seus poderes envolvido em uma rede criminosa. É hora de todas as cidades brasileiras se reunirem pra conversar.

É hora de reconhecer que como sociedade não agimos para construir algo diferente do que vivemos hoje. Deixamos a malandragem crescer achando que a aparente prosperidade dos últimos 25 anos nos bastava.

Criamos – e muitos de nós nos beneficiamos diretamente, dos carguinhos públicos bem remunerados que geral aposentadoria gorda.

E baseando as conquistas com a bandeira da justiça social e de uma inteira contribuindo para o serviço público. E virando elite na pirâmide social.

Agora é a hora dessa nossa classe média, que até bem pouco tempo era abastada, chamar seus sindicatos, seus clubes de serviço, seus partidos políticos, suas lideranças sociais e aquela turma lá da universidade, pra conversar sobre como nós podemos ajudar o Brasil a se reerguer de novo, depois da maior catástrofe da sua sua história, que dizimou milhões de empregos, milhares de pequenas e microempresas, nos desestruturou como sociedade, nos perder a crença no futuro; e agora nos coloca diante de um único caminho: começar de novo, a partir de cada comunidade.

E o nosso papel, como jornal, é chamar essa conversa pra dentro das nossas páginas.

O Brasil viu e ouviu nos últimos dois anos as principais lideranças dos principais partidos políticos que ditam as regras da democracia brasileira envolvidos até o pescoço na trama avassaladora que atordoou a vida de todos os que sentem os efeitos dessa crise no seu cotidiano como cidadão brasileiro.

Aqui em Botucatu, no interior paulista, não é diferente. Aqui também bateu pesado o escancaramento e desmoronamento do Estado Brasileiro. Isso apesar de muita gente no resto do Brasil achar que por aqui crise econômica nem passa perto, que aqui se navega nas águas da prosperidade.

Quem dera, diriam em coro dezenas de amigos empreendedores daqui que hoje arrastam seus negócios, enquanto enxugam tudo o que é possível, para ter oxigênio para atravessar uma tempestade que parece sem fim.

Parece mais difícil, a cada novidade do noticiário, acreditar que o ambiente de confiança possa voltar, para gerar recuperação, crescimento.

Mas talvez seja por isso que os gestores de empresas brasileiras são considerados os mais criativos do mundo.

Veja o país que serve de atmosfera e ambiente para quem empreende, principalmente os milhões de micro e pequenos que vivem uma realidade bem distante das grandes corporações.

Quando você olha pra cima e vê várias laranjas podres lá no alto, melhor dar um jeito de arrancar depressa. Elas causam danos no galho inteiro, depois no tronco, se não cuidar acabam com o pomar inteiro.

Difícil olhar pra frente e não ter vontade de salvar o pé de laranja. Como fazer é o dilema do Brasil de Hoje.

E agora é a hora de quem tem visão, opinião, argumento, começar a influenciar quem decide pra que lado o Brasil vai tombar com a ressurreição do choque entre o que há de mais imbecil e irresponsável daquele choque entre Direita e Esquerda, que não resolve nada, só gera mais stress e acirra os ânimos, ou construímos como sociedade um caminho do meio, a partir do que houver de mais equilibrado e necessário, para manter a nossa economia girando, para que não sejamos vítimas de um novo golpe, o dos saqueadores de nações, aqueles que compram nossos títulos e produtos, em troca de juros venenosos, e adoram ter um país pra chamar de seu.

Porque até aqui, só os políticos e o sistema financeiro com seus malandros apostadores, vem ganhando com o sucateamento de um país.  Aquele, da seleção canarinho, das mulatas e das verdes matas.

Aliás, que bom seria que o nosso país fosse conhecido no mundo apenas assim. Seria bem menos constrangedor. Mas agora não dá mais pra remendar: o jeito é começar de novo.

Se o leitor quiser colaborar com suas ideias e opiniões sobre como as cidades devem se comportar neste momento de angústia nacional, enviar artigos* para o e-mail editor@projetobrilhante.com.br ou através do facebook, pelo mensseger DiarioBotucatu.

  • Os artigos de opinião devem ter, no máximo 50 linhas de digitação no arial 11, e vir acompanhados de duas ou três imagens em Preto e Branco para ilustrar seu conteúdo. E também uma foto atualizada do Leitor/Cidadão e 150 caracteres sobre as qualificações pessoais do autor.

 

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