João Cury diz que usou o mesmo modelo de compra de Mário Ielo

Redação Diário | Diário Botucatu
Tucano disse que Mário Ielo também comprava asfalto da mesma forma (por pregão)

Em sua primeira explicação mais aprofundada sobre a ação civil pública movida contra ele e mais 10 pessoas por causa da compra de sete toneladas de massa asfáltica feita pela prefeitura no início de seu governo, o ex-prefeito de Botucatu João Cury Neto (PSDB), atual presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação do Governo do Estado de SP (FDE-SP), disse ao DB PocketPress considera a denúncia do MP e o bloqueio de bens pessoais, um procedimento normal do ponto de vista jurídico.

ex-prefeito disse que, como ainda não foi notificado oficialmente, não conhece o exato teor da denúncia, mas poderia fazer uma primeira avaliação do caso, com base nas informações que já circularam até agora pela Imprensa. Segundo ele, as ruas que seriam pavimentadas com a massa asfáltica adquirida naquele contrato não foram especificadas porque a prefeitura ainda não sabia exatamente que ruas iriam receber a pavimentação quando o contrato foi assinado com a empresa fornecedora.

Cury disse que vai apresentar seus esclarecimentos assim que for notificado oficialmente pela Justiça, o que não havia acontecido até o final da tarde de ontem. Ele também afirmou que na compra de massa asfáltica que gerou o questionamento do TCE e a ação do Ministério Público, a prefeitura ainda utilizava o mesmo modelo de compra de materiais que era usado no gestão anterior, quando Botucatu era governada pelo PT, de Mário Ielo.

VEJA A ÍNTEGRA DO ESCLARECIMENTO DE JOÃO CURY

“Infelizmente ainda não sei o teor das acusações, ainda não fui notificado. O que eu sei, por enquanto, é que fizemos uma compra de massa (asfáltica) logo nos primeiros meses do primeiro mandato (fev/2009), nos mesmos moldes que a administração Mário Ielo (PT) vinha fazendo (no governo anterior) desde então: através de pregão presencial.

O TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de SP) questionou essa modalidade licitatória e também o aditivo decorrente dessa contratação, além da falta de denominação das ruas que receberiam essa benfeitoria.

Com esses argumentos, ele (o TCE) aprovou as minhas contas de 2009, mas fez um ‘apartado’ para discutir esse tema específico e julgou irregular essa contratação.

Ele (o TCE) fez várias recomendações a nós (prefeitura) e, a partir disso, mudamos a modalidade (de compra de materiais) para ata de registro de preço. A partir disso, passamos a fazer dessa (outra) forma.

Não especificamos as ruas (onde foi usada a massa asfáltica adquirida da empresa Vale do Rio Novo), porque não sabíamos todas as ruas que iríamos asfaltar quando da publicação do edital (do pregão de compras). Mas temos a comprovação através de fotos e relatórios de todas as ruas onde a massa foi aplicada. Até porque com as chuvas ficava muito difícil essa previsão.

Quanto ao aditivo, fizemos uma avaliação do preço de mercado para outra aquisição e vimos que o valor do contrato atual (da época, com a Vale do Rio Novo) era menor do que se fizéssemos uma nova licitação. Como a lei permite aditar até 25%, considerando a economia que teríamos ao erário público, decidimos pelo aditivo.

O TCE-SP, quando julga irregular uma contratação, envia os autos para o Ministério Público (MP-SP) tomar as providências que entender cabíveis. Assim, o MP entendeu pela ação civil pública.

Qualquer dúvida, estou  à sua disposição.”

João Cury Neto,
Ex-prefeito de Botucatu

 

Veja também: