Filho de Mário Covas abre o bico contra Aécio Neves

Redação Diário | Diário Botucatu
Zuzinha: a pedra no sapato dos tucanos que querem continuar com Michel Temer para se proteger do aprofundamento das investigações da Lava Jato

Presidente do Diretório Municipal do PSDB da capital paulista, o vereador paulistano Mário Covas Neto – mais conhecido dentro do partido como “Zuzinha”, um diminutivo familiar do apelido pai, o falecido ex-governador paulista Mário Covas Júnior – tem sido a principal voz discordante da base partidária junto às lideranças nacionais.

Ele é hoje o principal tucano de SP a defender publicamente – e sem meias palavras – o rompimento com o presidente Michel Temer, parece que já perdeu a paciência com alguns dos tucanos graúdos que ainda insistem em ficar de mãos dadas com o presidente peemedebista, ocupando cargos dentro do governo e controlando parte da bancada na Câmara Federal e no Senado de acordo com seus interesses pessoais.

Seu enfrentamento esta semana teve como endereço direto o ex-presidente da Câmara Federal, ex-governador e ex-candidato a presidente da República em 2014.

O motivo da bronca:

o encrencado e constrangido senador Aécio Neves, junto com seus aliados, conseguiu manter o PSDB oficialmente dentro do governo de Michel Temer, contrariando a vontade da ala mais jovem do partido, que desde o início preferia sentar no banco da oposição.

“O Aécio esteve por três vezes, na última semana, em encontros extra agenda, para tratar da permanência do PSDB no governo. Isso é tarefa do presidente em exercício (Tasso) e não dele”, questionou Covas Neto.

“Fica difícil para um filiado defender a posição de um presidente partidário pego em gravação pedindo dinheiro, fazendo chacota da Justiça e envolvendo um parente para carregar a mala repleta de dinheiro”, emendou o presidente dos tucanos paulistanos.

“Se era empréstimo (o favor de R$ 2 milhões que Aécio pediu para o dono da JBS Joesley Batista), porque (entrega) em dinheiro e com gente de confiança (pra receber a mala)?! Ele (Aécio) precisa se explicar. Se for inocente, volte (à direção nacional do partido). Mas enquanto isso (não acontecer) continue afastado”, bradou o filho de Mário Covas.

Parece que ninguém ouviu. Até agora nenhum tucano graúdo respondeu