EXISTE ALGUM RISCO DE CRISE ENTRE PARDINI E JOÃO CURY?

Redação Diário | Diário Botucatu
Pedro Manhães – Editor DBPRESS –

SERÁ?!

Mas parece que não andam lá muito boas as relações político-administrativas entre os times do prefeito de Botucatu, Mário Pardini (PSDB), e de seu antecessor, João Cury Neto, atual presidente do FDE-SP. Pelo menos é isso que os sinais de fumaça dos bastidores da prefeitura estão deixando escapar. Pelo visto o jeito de uns, incomoda o humor de outros.

DESAFINADOS

Uns preferem continuar tocando o piano do jeito que ensaiaram no governo Cury. Outros querem implantar com Pardini um novo jeito de tocar cada instrumento. E as trombadas, nessa hora, acabam sendo inevitáveis. E começam aquelas lamentações: “Sempre foi assim, agora eles querem mudar tudo”, é o desabafo mais comum dos que rejeitam qualquer tipo de mudança. “Desse jeito não funciona direito”, é o lamento dos que acreditam ser melhor fazer as coisas de um jeito novo.

OS DOIS VÃO NEGAR

É evidente que Pardini e João Cury vão negar qualquer tipo de crise no relacionamento entre os dois, o que pode até ser verdade, sob o ponto de vista pessoal. Mas quando começa esse negócio dos seguidores de um, começarem a bater de frente com os seguidores do outro, é sinal de que não existe um grupo coeso no comando do governo municipal. E normalmente, quando isso acontece, quem paga o preço, é a cidade. Melhor os dois sentarem pra conversar francamente sobre isso. E resolver.

É ASSIM MESMO

Toda vez que um prefeito consegue fazer seu sucessor, esse é um processo normal. Na montagem do governo, ambos indicam nomes para compor o primeiro e o segundo escalão. Eles acabaram de sair de uma campanha eleitoral vitoriosa. Todo mundo faz parte de uma festa só. O problema começa quando é preciso fazer os nomes se encaixarem nos cargos, dentro de um projeto de governo que vai ter o novo prefeito em seu comando.

 

ÁGUA & VINHO

Como Pardini e Cury possuem estilos completamente diferentes, ficou difícil para muitos dos que já faziam parte do governo anterior – esperando que o caminho natural fosse apenas uma continuidade no trabalho que vinha sendo feito – encarar o jeito frio e duro com que Pardini chegou à prefeitura. Sem muita paciência para compreender a cultura mais política e menos rígida – do ponto de vista de procedimentos e métodos – que normalmente acontece quando se tem uma figura mais política e menos técnica no comando de um governo.

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JÁ VI ESSE FILME 1

Antecessor romper com sucessor, normalmente causa derrota grande na eleição seguinte. O PSDB já vivou um momento parecido na cidade, logo depois das eleições de 1.996, quando o então prefeito Jamil Cury conseguiu eleger seu vive, Pedro Losi Neto, como sucessor, naquela que foi uma das eleições mais emocionantes da história recente no município.

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Eles enfrentaram logo no início do novo governo, em janeiro de 1.997, seus primeiros problemas de relacionamento. Jamil Cury tinha uma sala na antessala de Pedro Losi. O ex-prefeito era uma espécie de “Assessor Especial de Gabinete do Novo Prefeito”.  O ambiente de duplo comando ficou nítido logo no início do mandato de Pedro Losi.

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JÁ VI ESSE FILME 3

Dois anos antes daquela eleição municipal, Botucatu havia acabado de eleger um deputado estadual depois de 30 anos, o médico Milton Flávio, outro que também acabou se enrolando nessa verdadeira teia de aranha movediça. Nunca mais conseguiu se eleger deputado de novo por não encontrar espaço para crescer no entorno da cidade onde tinha sua principal base eleitoral, área em que Jamil ainda possuía grande influência.

JÁ VI ESSE FILME 4

Milton Bosco, que era o vice-prefeito de Pedro Losi, ficou ao lado de Jamil nessa briga toda e na eleição seguinte, no ano 2.000, foi candidato a prefeito contra Pedro Losi, que tentava a reeleição. Os dois lados perderam de goleada. Mário Ielo (PT), que vinha com votação quente das eleições de 1.996, quando ficou em segundo lugar de forma surpreendente, somou com sobra a votação dos principais adversários e arrancou a prefeitura de Botucatu das mãos da tucanagem por 8 anos.

PERGUNTAR NÃO OFENDE!

Quando a gente faz as coisas do mesmo jeito que já deu errado antes, que chance tem de dar  errado de novo?!

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