Como funciona? O dinheiro que sai de Brasília e vai para a sua cidade.

Redação Diário | Diário Botucatu

Leia apenas se a sua cidade já ganhou de presente do governo federal nos últimos 60 dias uma ponte, um viaduto, uma verba boa para asfalto, uma UPA, uma universidade federal, uma montadora de automóveis, uma duplicação de estrada ou qualquer outra coisa que possa ser paga com dinheiro público.

É melhor prestar atenção.

Em Brasília toda hora troca ministro. Você vê isso na TV o tempo todo. Toda vez que um ministro entra, já tem umas coisas andando, cheio de gente envolvida.

Um desses personagens é o lobista, que fica fazendo a liberação de dinheiro andar mais rápido – e pagando gorjeta grande pra funcionário de ministério pra carimbar logo o papel que precisa.

Lá em Brasília, na esplanada dos ministérios, todo mundo se conhece, faz tempo que eles trabalham junto.

E o negócio vai passando de pai pra filho, de mãe pra filha, de sogro pra genro, e assim por diante…

É.

Também tem muita mulher metida em história de corrupção. Não é uma prerrogativa apenas dos homens. É na mesma proporção, dá pra afirmar sem medo de errar.

Como a máquina pública é lenta, vagarosa, pra uma obra acontecer demora muito tempo. Por isso que prefeito precisa ir várias vezes lá, tirar aquele monte de fotografia com deputado, com ministro, com chefe de gabinete de ministro, pra pedir pelo amor de Deus.

É o sistema.

Aí troca o ministro porque o ministério foi arrendado para outro partido explorar. Não vai mais ser do PT ou do PR. Vai ser do PSDB ou do PMDB agora. E a romaria tem que começar de novo.

E cada vez que a obra na sua cidade recebe um pouquinho de dinheiro, um monte de gente recebe um pedacinho. É a coisa mais simples do mundo.

Só não vê, quem não quer.

 

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