A chantagem do governo para abafar a Lava Jato…. A hora em que o eleitor aplaude o sistema sem saber

A CHANTAGEM DO GOVERNO

PARA ABAFAR A LAVA JATO…

A HORA EM QUE O ELEITOR APLAUDE O SISTEMA SEM SABER

 

 

CHANTAGEM PÚBLICA 1

O deputado Pauderney Avelino (DEM-AM), um dos líderes de Temer na Câmara Federal, disse com todas as letras – em rede nacional de televisão – que o governo vai exonerar os ocupantes de cargos públicos na máquina federal indicados dos deputados federais que votarem pela autorização da abertura do processo contra o presidente Temer no STF. E já começou a demitir os indicados de quem não está rezando a cartilha direito.

CHANTAGEM PÚBLICA 2

Segundo ele, o governo também vai segurar as liberações de recursos federais para obras públicas nas regiões de interesse dos deputados que resolverem bancar os independentes na hora mais importante da batalha política e jurídica que colocou o Palácio do Planalto no centro da Operação Lava Jato.

CHANTAGEM PÚBLICA 3

A atitude – comum em todas as esferas da política brasileira, inclusive no plano municipal e no plano estadual – serve para escancarar outra lógica distorcida do sistema. É dando apoio sem questionar que se garante o bônus em obras que garantem votos nas eleições parlamentares. É o sistema funcionando a pleno vapor mesmo em tempos de Lava Jato.

CHANTAGEM PÚBLICA 4

As prioridades de investimento não são definidas pela necessidade ou análise técnica de prioridade de qualquer comunidade, apenas pela conveniência dos acordos entre os agentes políticos que fazem o dinheiro público circular pelo país em forma de obras, programas e serviços públicos.

CHANTAGEM PÚBLICA 5

É o pagamento dos deputados por serviços prestados aos interesses do governo de plantão. Seja ele qual for. É assim que funciona. Quem obedece, recebe. Quem faz oposição, fica na mão. E ainda leva fama de deputado que não faz nada, não trouxe nada para a cidade ou para a região que o elegeu para ser representante do povo em Brasília.

 

CHANTAGEM PÚBLICA 5

Deve ser por isso que a maioria dos deputados fica quietinho, escondido atrás do discurso da “governabilidade” e da “segurança e da credibilidade das nossas instituições”, para tentar justificar o injustificável.

 

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