Céu nublado em SP: Tucanos com nervos e asas à flor da pele…

 

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O chapéu é da TV. A manchete é nossa.

Do pontal do Parapanema até as trilhas de Cruzeiro (SP). Um partido ferve e remói suas próprias feridas. O PSDB paulista ainda não encontrou um jeito de chegar unido à Convenção Nacional deste final de semana em Brasília (DF).

Os grupos de José Serra e Geraldo Alckmin – com todas as suas ramificações, franquias e intersecções da vida prática partidária – ainda não consolidaram um consenso estadual. Um consenso que não é de nomes. Mas de princípios. Um consenso que não um acordo, é um pressuposto estatutário.

Um lado continua assoprando brasas para o lado do outro.

Uma pena, para alguém que esta semana resolveu admitir – inspirado por Willian Waack, um grande jornalista brasileiro – a ser claro com seus leitores, ouvintes ou isso que chamam de espectadores – os que entram no Teatro pra se sentir em cena no papel de figurantes, plateia, coadjuvantes, protagonistas ou até mesmo o de execrados, evitados, cortejados, imagem mais que comum quando se trata das relações de afeto, amizade e até de negócios entre bons jornalistas e figuras públicas da política brasileira.

A gente vive no interior de São Paulo, mas enxerga o Brasil. De um ponto até a ponta: pro lado do mapa que quiser olhar. É um ângulo diferente, com características bem marcantes essa visão caipira da nossa luneta enferrujada.

E o PSDB paulista se derrete em angústias, em busca de uma inspiração. Já tem gente até anunciando que vai ser parte só de movimento, só de Ong engajada, só de associação de bairro, não quer mais ser militante de partido, porque é tudo igual.

Um dia. Eu acreditei que o meu era diferente.

Mas eu não posso reclamar, porque não estava lá o tempo todo pra ajudar. Só fui militante enquanto ele era oposição. Acompanhei meio longe e meio próximo a sua ascensão ao poder paulista e brasileiro, nas minhas andanças pelo jornalismo político, pelo  marketing político, pela política eleitoral e pela comunicação política de campanha, experiências muito válidas neste momento de transição em minha vida profissional e pessoal.

Não tenho o direito de sair da minha própria história, assim, meio de mansinho.

Quero que tudo que eu falei sobre ele (o PSDB) um dia, seja verdade nos livros de história que meus netos vão ler. Mesmo que as posições vencedoras não sejam as que eu e tantos outros defendem dentro dessa ateia de aranha de 45 patinhas.

E sei que isso não mancha minha carreira como jornalista e editor de jornal. E claro, também tive meus pequenos pecados. Mas não subi na vida por causa de política. Apenas subi e desci a Cuesta de Botucatu nos últimos 27 anos, convivendo com ela no entorno e deixando o tempo passar pra ver o que acontecia.

E foi muito bom. Aconteceu muita coisa boa na minha vida.

Tenha um bom dia.

Independente da reunião, do café ou da entrevista que você vai dar hoje a tarde ou do partido que você escolheu pra chamar de seu. Até o dia em que mudar de ideia. Afinal de contas, vivemos (pelo menos até agora) em um país livre e democrático. Talvez…

Pedro Manhães é jornalista, editor de Conteúdo da PM&A, empresa de cultura associativista que reúne profissionais de comunicação, marketing e entretenimento; foi editor de jornal no interior paulista durante 27 anos (Geração 90, Correio da Serra, Diário da Serra, Diário Botucatu, DBpocketpress, @diariobotucatu @editorpedromanhaes #comtodasasletras )