Cada um exerce sua profissão com o que tem de melhor dentro de si

Redação Diário | Diário Botucatu

Nos últimos 25 anos, este pequeno jornal (hoje um simpático pocket), através das dezenas de jornalistas que passaram por suas editorias, já abordou em suas páginas questões positivas e negativas de todas as correntes políticas com peso na cidade e na região.

A intensidade de cada abordagem dependeu apenas da sensibilidade da coragem e da compreensão de quem assinava em cima, antes da matéria começar. Depois que um jornalista assina em cima, é sua a responsabilidade pelo conteúdo e pela audiência. Conteúdo fraco garante repercussão fraca. Conteúdo forte sempre alcança mais gente.

Todos os jornalistas – todos, sem exceção – que escreveram neste Diário durante essa trajetória de duas décadas e meia até aqui sabem: sempre tiveram a liberdade e a autonomia para definir a qualidade, a profundidade, o padrão e as boas ilustrações que seriam utilizadas no conteúdo de sua autoria.

Este nunca foi um produto editorial com a última palavra do dono, do chefe, ou de algum editor poderoso dentro da Redação sempre a postos para ajustar o conteúdo a uma linha editorial pré-definida, para proteger ou perseguir A, B ou C, ou qualquer outro interesse menor nessa linha abaixo da cintura da ética e do respeito ao leitor.

O objetivo sempre foi permitir que cada jornalista pudesse dar o seu melhor, para que cada um pudesse deixar fluir o seu talento e abordar do seu jeito e com a sua visão, cada história interessante que decidia contar para os nossos leitores, sempre muito exigentes.

Sempre foi a capacidade, vontade e talento dos profissionais, que separava os dois grupos: o que preferia a comodidade e a praticidade de “cozinhar” ou “requentar” um texto oficial de assessoria de imprensa, daqueles outros, sempre mais acomodados, inseguros ou receosos de meter o dedo em algumas feridas.

Alguns sempre fizeram questão de priorizar reportagens originais, com temas de sua própria autoria, Repórteres e Editores que não descansavam ao encontrar o fio da meada de uma história pra chamar de sua. Gente que sempre mergulhou de verdade sobre uma questão, para um diálogo mais amplo com os leitores.

No mundo da comunicação e do jornalismo, todo mundo sabe que os textos enviado aos jornais, sites e emissoras de rádio principalmente pelas assessorias de órgãos públicos e instituições de classe, sempre tem a intenção de valorizar alguma iniciativa de interesse de quem paga pelo texto positivo do assessor de imprensa.

Grandes jornalistas passaram por este jornal. Alguns deles, com o tamanho e a envergadura de alguns de seus colegas mais conhecidos nacionalmente que hoje ilustram o tema de hoje das páginas iniciais deste discreto calhamaço de papel, que muita gente paga pra receber em casa ou para no caminho quase toda manhã para comprar em banca de jornal.

Os nomes e grandes matérias de todos eles continuam fazendo parte da memória dos nossos (ainda) milhares de leitores no papel impresso, que agora se juntaram a outros milhares, que preferem nos seguir na web, por causa dessa vida corrida demais.

A história de um jornal também pode ser contada por seus bons jornalistas, aqueles que o leitor sempre gostou de ler, por que acreditava em cada um deles como pessoa, como cidadão, como parte integrante e comprometida de uma mesma comunidade.

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