Bilionários “diferentes” inspiram os brasileiros

Redação Diário | Diário Botucatu

Eike Batista era um dos “queridos” de Sérgio Cabral, o governador preferido da Operação Lava Jato. Ambos, representantes legítimos da chamada “nata” do Rio de Janeiro. Ambos se conhecem desde os anos 70, quando o Rio virou colônia de férias, após ser destronada do título de capital, com a mudança do centro de poder do país para Brasília.

Foi Sérgio Cabral que apresentou Eike para Lula. O ex-governador levou R$ 52 milhões de gorjeta apenas por um dos favores para o empresário que frequentava desde adolescente os lugares mais sofisticados e caros do planeta.

Um homem que tinha duas Lamborghinis zero km dentro da sala da casa em que morava – só pra mostrar que o dinheiro podia comprar até o que não se precisa utilizar. Este foi o tipo que Lula escolheu para ser seu parceiro, amigo e confidente.

Lula podia ter escolhido alguém mais parecido com Jorge Paulo Lemann para aparecer ao seu lado nas fotografias, mas deve ter achado Eike um cara mais legal, mais engraçado, mais esperto, mais matreiro, mais parecido com ele. Deu mais afinidade: hoje a gente entende os motivos.

Foi o BNDES – um banco público de fomento – que financiou os megalomaníacos projetos de Eike, um empresário que sempre viveu fora da órbita capaz de ser compreendida por qualquer brasileiro comum. O prejuízo foi grande. E o Brasil vai pagar a conta. Até a “gorjeta” do Sérgio Cabral saiu do bolso dos brasileiros. Parabéns!

Fazia parte do plano de marketing promocional do Governo Lula, que também investiu alguns bilhões em propaganda nos grandes meios de comunicação: aqueles mesmos grupos de mídia, notícias e publicidade que os míopes da Esquerda Brasileira diz que são porta-vozes da Direita Gopista.

Aqueles, que a militância apaixonada do PT, diz que persegue o Lula, que apoiou o golpe contra a pobre Dilma Roussef, mas que agora tem toda razão ao denunciar sem meias palavras o presidente Michel Temer: outro que também acha que é perseguido injustamente. E até o Aécio entrou nesse xororô. Tadinho.

Bom. Mas foi com o aval de Lula e com as digitais de Lula e Dilma nas fotografias com óleo  lambuzado nas mãos – e sorrindo felizes e radiantes ao lado daquele que se tornaria o homem mais rico do mundo ocidental, que toda essa estrutura orgânica de corrupção começou a despencar.

Foram imagens que o Brasil inteiro viu e aplaudiu. Até muito “coxinha” que diz de boca cheia que odeia o PT, reconheceu como um grande momento de virada do país emergente para o algo mais. Aquela é a cena que marcou o auge do líder petista, porque dava a todos nós a certeza de ir além do que a gente sempre foi em relação a nossa perspectiva de futuro.

Uma jogada brilhante, criada por um tipo de marqueteiro político que sabe bem como iludir uma plateia que não é composta apenas por idiotas. Deu certo. Dilma venceu. Aécio – outro amigo chegado de Eike – perdeu. Hoje aquele segundo turno das eleições de 2014 “já-tanto-faz”. Está todo mundo enroscado na mesma rede de pesca.

O dono das empresas marcadas com “X” se tornou a confirmação de que o Brasil havia se tornado um país capaz de ter melhores possibilidades de prosperidade neste planeta desigual dividido entre currais que as pessoas que vivem dentro insistem em chamar de pátria.

Eike foi uma prioridade. Deu orgulho antes de dar vergonha alheia. Era tudo uma grande farsa. Mas não liga, não. Isso acontece. De vez em quando qualquer um de nós pode cair em um conto do vigário como esse. É normal. Não se culpe. Só aprenda a duvidar antes de se render. No mundo dos negócios virtuais e também na vida real.

E Jorge Paulo Lemann?!

Bom. Se você não conhece a diferença entre homens de negócio como Lemann e negociadores do tipo Batista, já dá pra saber de quem era um ardoroso fã até algum tempo atrás.

Tenha um bom dia.

Seja qual for a origem da sua fortuna pessoal.