As mulheres de 60 anos. e os homens de 60 anos.

Uma conversa franca sobre a vida que parece que a gente leva dos “quarenta e uns” até os “cinquenta e poucos”, quando é bem um pouco mais jovem que a kombi.

Redação Diário | Diário Botucatu

Que tipo de vida eu tinha antes? Que tipo de vida eu tenho agora?

E a grande busca?

Que tipo de vida eu quero ter daqui pra frente?

Sou da turma de 1.967.

Imagino como devem ser fortes as reflexões sobre a vida do pessoal de 1.957.

Vai enfrentar nesta semana o primeiro sete de setembro – que simboliza independência – depois de completar meio século + uma década de vida.

Ter 50 anos anos parece ser uma das experiências das mais interessantes da vida, para quem não teve 60: capaz de posicionar o retrovisor e o para-brisa na mesma medida para frente e para trás na vida adulta.

A idade em que um homem e uma mulher começam a ter três reflexões distintas: em retrospectiva, em perspectiva e em realidade.

Se ter 50 é viver a verdade nua, ter 60 é aceitar com dignidade a verdade crua da moral da história dessa vida que a gente leva.

Bem mais profunda que a reflexão natural dos 40. Tão intensa, como aqueles tempos vibrantes dos nossos vinte e poucos anos, aquela hora em que o espírito juvenil começa a ter um tom mais adulto.

O momento em que a gente imagina como será aos 60 – a idade que vem logo depois da primeira década da curva seguinte – aquela que talvez seja mesmo uma espécie de primário da maturidade.

Começa a bater aquela saudade leve de tanta gente que a gente não vê faz tempo, junto com as doces lembranças dos bons amigos da infância.

Uma hora boa de olhar pra frente essa dos 50 anos, mirando nessa turma ativa dos sessentões.
Parece que a gente ganha o direito de escolher o que quer e o que não quer com a mesma naturalidade, por respeito a si mesmo.

A Kombi vai voltar aos 63.

E você?

Vai descansar mais três anos?! Ou já pensou no que quer fazer em 2020?

Tenha um bom dia.
Independente do que você quer fazer no feriado do dia 7 de setembro.