Pequenas Empresas também precisam de Planejamento!

Estamos entrando no último trimestre de 2017 e os empresários começam a se deparar com um cenário extremamente hostil.

Redação Diário | Diário Botucatu

Em meio a esta bagunça política em que vivemos, muito se fala em mudanças nas regras tributárias. Enquanto em países desenvolvidos reduzem-se tributos para alavancar a economia, o Brasil segue o seu pensamento retrógrado: aumentar tributos para aumentar a arrecadação.

Sem entrar no mérito econômico da questão, uma vez que o aumento de tributos gera ainda mais sonegação, mais desemprego e mais informalidade, o intuito deste artigo é alertar os leitores, principalmente os empresários, que está na hora de planejar 2018.

Mas, como efetuar um eficiente planejamento tributário diante de tantas incertezas? O primeiro passo é se inteirar do assunto e pedir socorro ao seu contador. Este é o profissional gabaritado que irá ajudar os empresários nesta árdua tarefa.

Uma das mudanças que prometem deixar todos de cabelos em pé está dentro do Simples Nacional, regime tributário que favorece pequenas empresas, que terá alterações importantes para 2018.

E, obviamente, mudanças nas regras tributárias aqui no Brasil dificilmente favorece ao empresário. O intuito do governo, como já salientado aqui, é arrecadar mais.

Então caros leitores, caso tenha empresa enquadrada no Simples Nacional, faça suas contas: este regime pode deixar de ser interessante à sua empresa em 2018. E para ter tempo hábil de estruturar uma mudança legal (do ponto de vista da legalidade), a hora de planejar é agora.

Vamos exemplificar: uma empresa, com atividade de creche, ensino fundamental e ensino médio com faturamento médio de R$ 100.000,00 mensais, tem uma carga tributária hoje de 13,15% sobre o faturamento, dentro do Simples Nacional.

Esta mesma empresa, nas regras que valerão a partir de 2018, poderá ter um aumento de 13,15% para 19,13%. Um aumento de seis pontos percentuais.

Isso significa que a empresa precisa estudar os regimes tributários hoje existentes e efetuar uma simulação minuciosa para 2018, com o simples objetivo de escolher o melhor regime possível, que lhe traga um menor ônus tributário.

Foi-se o tempo em que o empresário ficava alheio às questões financeiras e tributárias de sua empresa. Já há algum tempo o Planejamento Tributário auxilia o empresário a adotar um caminho menos oneroso no âmbito tributário. E o que é mais importante: menos oneroso e dentro da lei.

E, para finalizar, vale enfatizar a importância dos contadores e dos administradores, que são profissionais chaves dentro da empresa, posicionando-a estrategicamente numa situação que lhe traga mais vantagem competitiva. Afinal de contas, se a empresa paga menos tributos que a concorrente, terá um diferencial importantíssimo: melhor preço e maior qualidade.

*Pedro Picolli Filho, é especialista em Gestão Financeira pela FGV. Professor de Contabilidade Empresarial pela ITE de Botucatu.

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