Estímulos e motivação para a inovação


A estratégia de inovação é uma opção racional de gestão para as organizações

 

 

Redação Diário | Diário Botucatu

 

Os fatores que hoje afetam e acirram as condições dos negócios, encontram-se a realidade da competição global, os desafios  da qualidade dos produtos e serviços aos clientes, melhores custos e preços, a avançada tecnologia de produção e operações, a escassez dos recursos naturais de produção, questões ambientais, de responsabilidade social, sócios culturais, educacionais, governabilidade, pobreza e distribuição de renda. Esses fatores pressionam as nações, sociedades organizadas e empresas, quanto à urgente necessidade de inovar seus produtos, processos produtivos e de serviços. Nesse contexto, é inegável que o tema inovação tem sido relevante para os empreendimentos como forma estratégica de garantir a sua sustentabilidade. Contudo, ainda que os empreendedores e gestores tenham acesso às informações e de convincentes argumentos apresentando a importância da inovação como decisão estratégica para os negócios, apenas o desejo de ser inovador não se constituí premissa para a sua prática. Desconhecem os seus conceitos, sua administração pelas estruturas de planejamento, organização, implementação, execução, coordenação e controle, tornando a inovação um processo proativo contínuo, que lhe assegure excelência em produtos e serviços, processos e continuação do empreendimento ao longo do tempo.

Desde os anos 90, século XX, com a abertura ao mercado externo brasileiro, percebeu-se a necessidade da estruturação em inovação e tecnológica adequada para tornar as empresas e o  país mais competitivo. O governo brasileiro divulgou a nova política que estabeleceu programas de competitividade industrial e de qualidade e produtividade, na crescente conscientização da sociedade quanto à urgência da modernização  para a melhoria do seu posicionamento competitivo.  A lei nº 13.243, de 11/01/2016, dispõe sobre estímulos ao desenvolvimento científico, à pesquisa, à capacitação científica e tecnológica e à inovação e alterou as Leis 10.973, de 2/12/2004, 6.815, de 19/8/1980,   8.666, de 21/6/1993,12.462, de 4/8/2011, 8.745, de 9/12/1993, 8.958, de 20/12/ de 1994, 8.010, de 29/3/1990, 8.032, de 12/4/1990, 12.772, de 28/12/2012, nos termos da Emenda Constitucional, 85, de 26/2/2015, objetivando fomentar a inovação em novos produtos, novos processos, tecnologias, etc..

O quadro e gráfico abaixo, com dados e informações da PINTEC (Pesquisa Inovação Tecnológica ) denotam no setor industrial a proporção de empresas  e os tipos de inovações praticadas pelas empresas brasileiras. Observa-se que entre os anos 2000 a 2015, a proporção das empresas que fizeram uso em inovação, ficou em apenas 11,8% do total, chegando em 5,9% no período 2006/2008 e criticamente 2,89% entre 2012/2015. Nessas empresas, as taxas de inovação flutuaram  entre 31,5 e 38,1, fechando 2014 em 36,4%, na somatória em todos os  tipos de inovações praticadas. Na individualização da inovação para processos, as taxas permearam entre 25,2 e 32,7%, enquanto a inovação em produtos ficaram em  17,6 e 22,9%, fechando 2014 em 18,3%. Tomada a taxas de investimento interno das empresas que fizeram P&D (pesquisa e desenvolvimento) entre 2000 a 2014,  são preocupantes a diminuição das taxa de 10,3 em 2000 para 5% em 2014. Os resultados são sofríveis.

 

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Infelizmente, a opção pela inovação nas empresas, surge apenas quando ocorrem situações imediatistas quanto: produto em decadência; mudança no hábito dos consumidores e mercado; aparecimento de novos competidores; diagnósticos de processos, máquinas, equipamentos e sistemas obsoletos; ignorância e confusão estratégica; necessidade de diversificação em novas oportunidades de plataformas para o crescimento e desenvolvimento do negócio; abertura de negócios no exterior; redefinição da missão e visão corporativa; processos ultrapassados; falta de colaboradores com qualificação, competência e comprometimento, entre outros. Esses procedimentos esparsos e aleatórios comprometem e dificultam o amadurecimento do senso para a inovação. È necessário que os gestores entendam que a inovação seja parte integrante do planejamento estratégico do empreendimento, num processo estruturado com objetivos proativos e graduados de longo prazo.

Ao propor a inovação como forma estratégica, as empresas deverão entender a necessidade de constituir uma organização flexível, com grau de autonomia, o que permitirá aos colaboradores maior compromisso com inovações de sucesso, quer em produtos processos.

Diversos estudos e pesquisas demostraram que empreendimentos inovadores, são melhores em posicionamento de mercado, têm melhor produto ou serviço, possuí melhor custo benefício, têm a aceitação dos consumidores, melhor desempenho em relação aos concorrentes, aceitação social pela responsabilidade, sustentabilidade,  representatividade ambiental, preservação dos recursos naturais, lucratividade para os acionistas, enfim, a excelência como empreendimento.

Dr. Francisco J. Lampkowski
Prof., Faculdades Iteana Botucatu/CEUB-ITE, Bauru – Gestor/Consultor empresas.
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